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Da evolução à guerra (Internet Explorer 9)
As ferramentas de internet estão cada vez mais próximas do gosto do público que a utiliza. Isso se deve ao fato de que, além das contribuições e das sugestões dos usuários, de alguns anos para cá, a tecnologia deu um grande salto, o que fez com que diversas pessoas pudessem interagir com a programação, reunindo recursos novos e criativos, porém com características pouco distintas entre a maneira de pensar da concorrência.
A Microsoft está acompanhando de perto a evolução dos outros navegadores, e hoje, pode-se dizer que o Internet Explorer 6.0 já está obsoleto, o que dizer de seus antecessores, IE5, IE4…
Daí surge àquela velha ideia de modelo. Como uma referência, os navegadores de hoje possuem a mesma linha de raciocínio. Observe o Internet Explorer 7 e 8, que praticamente se baseia na navegação entre abas, o que já era implementado em versões anteriores do Mozilla Firefox, a Microsoft captou a ideia. Após o surgimento do Google Chrome, que resolveu simplificar e reduzir as ferramentas deixando tudo voltado basicamente para a navegação, estava dando pano pra manga para o Internet Explorer 9, que adotou a ideia, chegou muito mais enxuto e já habilitado para o HTML5 o que difere muito dos demais navegadores.
Evidentemente que ainda está numa versão beta e em algum momento, ele apresentará alguns bugs, o que não é difícil que acontecer em versões anteriores do IE, que havia tanto em sua estrutura de segurança, como em suas características individualistas, ao interpretar uma CSS (Folha de Estilo), obrigando ao programador incluir hacks para corrigir estas falhas.
Mas afinal, o que acontece hoje é que os navegadores estão mais rápidos e mais simplicistas, existe uma grande disputa entre as empresas, e isso já deu até briga entre as concorrentes.
A Microsoft já foi até acusada de monopólio pela União Européia por incluir o navegador Internet Explorer em seu sistema operacional Windows, razão pela qual ameaçou multar novamente a companhia americana.
Para o Executivo europeu, a Microsoft desequilibra o mercado dos navegadores de internet ao associar o Internet Explorer ao sistema operacional Windows, o que “debilita a inovação” e “reduz a capacidade de escolha do consumidor”.
Segundo a CE, a associação entre os dois produtos oferece ao navegador uma vantagem de distribuição sobre seus concorrentes e contribui para que o Internet Explorer esteja presente em 90% dos computadores pessoais do mundo.
O Tribunal de Primeira Instância da União Européia (UE) respaldou a maior parte da decisão da Comissão Européia (CE) de punir a Microsoft por abusar de sua posição de domínio e confirmou a histórica multa de 497,2 milhões de euros, cerca de R$ 1,3 bilhão, imposta ao gigante da informática. A Corte deu razão ao executivo da UE, que em 2004 condenou a Microsoft por aproveitar-se do monopólio de seu sistema operacional Windows para expulsar do mercado outros concorrentes, e que, além disso, não forneceu as informações necessárias para fabricar produtos compatíveis com seu sistema.
O Tribunal considerou ainda adequadas as sanções impostas por Bruxelas: obrigar a vender o Windows sem o reprodutor de mídias Media Player integrado e forçar a Microsoft a ceder a seus concorrentes certos protocolos para garantir que seus programas possam “dialogar” com seu sistema operacional.
O Tribunal presidido pelo magistrado dinamarquês Bo Vesterdorf anulou, no entanto, uma das medidas fixadas pela Comissão: a designação de um “árbitro” independente com capacidade para ter acesso a qualquer informação relevante da companhia, para supervisionar o cumprimento da decisão de Bruxelas.
Segundo a sentença, o executivo da UE foi “longe demais” com esta iniciativa. O Tribunal acredita que a Comissão não tem autoridade para obrigar a Microsoft a dar tanto poder a um analista externo e também reprova a idéia de que a empresa tenha de ser responsável por todas as despesas associadas ao trabalho desse “árbitro”.
Quanto à multa, os juízes sentenciaram que Bruxelas não se equivocou ao avaliar a gravidade e duração da conduta anticompetitiva, por isso mantiveram a sanção de 497,2 milhões de euros, a mais alta imposta pela autoridade européia de concorrência. A Microsoft tem um prazo de dois meses para recorrer da decisão no Tribunal de Justiça da UE.
E esta briga vai longe…


